
Texto de Alerta!
•agosto 6, 2008 • 2 ComentáriosUma notícia na internet me fez saber que uma jovem mãe de 23 anos foi presa porque portava em seu celular fotos de seu filho de dois anos e dois meses com um cigarro na boca e com um revólver calibre 38 nas mãos apontando para a câmera. Ela confirmou que as fotos estavam mesmo em seu aparelho e disse que viu quando as tiraram, mas que não se dera conta da gravidade do fato.
Ao ler essa notícia, lembrei-me das muitas mensagens que chegaram pedindo que eu comentasse uma reportagem, exibida no programa Fantástico, a respeito de mulheres, a maioria delas sem filhos, que colecionam um determinado tipo de bonecas. Ainda não assisti ao programa, que parece estar disponível em sites de vídeos, mas mesmo assim aproximei os dois fatos e muitos outros que ocorrem no mundo contemporâneo.
Ocorreu-me a idéia de que temos construído um lugar especial para as crianças neste mundo: o lugar de brinquedo. Muitos adultos têm filhos e querem brincar com ele: satisfazer a todas as vontades que manifestam, encher de mimos, deixar a criança com uma imagem moderna, arrumada sempre que possível em cabeleireiros, bonita e limpa, comprar um monte de acessórios para eles etc. A foto tirada dessa criança é um belo exemplo. Esse bebê não foi mesmo tratado como se fosse um brinquedinho que tem a finalidade de realizar os caprichos de seu dono?
Como brinquedo – que tem o objetivo principal dar prazer – a criança não pode atrapalhar a vida dos adultos: em festas eles precisam de gente para cuidar delas, em finais de semana precisam de babás folguistas, em férias precisam de monitores, e quando exigem a intervenção firme dos adultos, estes desertam já que não tinham esse plano quando decidiram ter filhos.
Este pensamento é apenas uma conjectura, exagerada eu sei, mas que deve servir de alerta porque um acontecimento radical sempre diz algo a respeito do nosso estilo de vida e o contexto em que vivemos tem tudo para que nós, adultos, nos coloquemos na posição infantil. Basta analisar rapidamente o mundo da publicidade. E, quando isso acontece, as crianças de verdade ficam sem lugar.
Tenho certeza que muitos de vocês conhecem pais e mães que se comportam desse modo em relação aos filhos. E a pergunta que devemos nos fazer é: que adultos serão essas crianças no futuro se são tratadas como brinquedos dos adultos do presente? E, a questão seguinte é: como será o futuro da humanidade?
Vale lembrar que essa tendência é global e não apenas nossa. Quem costuma assistir a vídeos em sites especializados, como o “youtube”, sabe que muitos pais, de diferentes nacionalidades, se divertem filmando seus filhos nas situações mais absurdas possíveis por pura diversão e entretenimento pessoal.
Midia e violência
•abril 15, 2008 • 1 ComentárioTragédias na mídia

Nas últimas semanas, temos sido bombardeados, por todas as mídias, por notícias que revelam violências contra crianças praticadas possivelmente por adultos próximos a elas. É uma criança torturada aqui, outra ali, outra que morre lá e assim por diante. E não podemos esquecer que as crianças, hoje, têm acesso a todos os veículos de comunicação e recebem essas informações.
Que sentidos elas dão a esses fatos? Tomemos dois exemplos que chegaram a mim. Uma criança, de oito anos, perguntou à mãe se o pai poderia matá-la quando ficasse muito bravo. Outra, um pouco mais nova, perguntou se iria ficar de mãos amarradas quando fosse ao castigo. Certamente, muitos leitores devem ter passado por experiências semelhantes com seus filhos e seus alunos.
As crianças estão angustiadas com tais notícias porque identificam nelas que os adultos próximos, ao invés de de protetores, podem ser ameaçadores. Justamente aqueles em quem elas depositam a maior confiança se revelam, nas notícias, suspeitos de agir de modo contrário. E agora?
Agora, mais uma parte da infância de nossas crianças fica comprometida, fato cada vez mais banal. Mas será que não se pode fazer nada? Sim, podemos e devemos fazer algo por elas, que, sozinhas, não conseguem entender e expressar toda a angústia que as invade.
A maioria das escolas costuma ignorar o fato de que seus alunos sabem dessas notícias e continuam seus trabalhos como se nada de excepcional ocorresse. Pois todas elas têm recursos para, de alguma maneira, tratar dessas questões. É um bom momento, por exemplo, para oferecer aos alunos, nas aulas de expressão artística, estratégias para dar forma ao que eles imaginam, sentem e pensam sobre tais fatos.
O simples fato de colocar de modo simbólico sentimentos e angústias já aponta pistas sobre outras formas de trabalhar o tema. Depois, é importante que se fale a respeito, sem psicologismos nem interpretações leigas, para que, coletivamente, eles se sintam acolhidos em suas preocupações e aprendam sobre os direitos das crianças e dos adolescentes e os valores sociais da justiça e da responsabilidade com o bem comum.
Para os pais, esse é um bom momento para oferecer aos filhos mais segurança em relação aos vínculos familiares e dar maior relevância aos valores morais e éticos. É muito importante, por exemplo, afirmar que a família ama e respeita a vida, que nenhuma violência deve ser aceita pelos integrantes do grupo familiar, que casos como os noticiados são exceções -apesar de tanto alarde-, que os impulsos agressivos podem ser controlados e, também, estabelecer um diálogo a respeito das opiniões dos pais e dos filhos sobre esses fatos.
Todas as tragédias servem para nos fazer refletir sobre a humanidade e o nosso cotidiano. Por isso, é importante que os adultos pensem a respeito das pequenas violências, simbólicas ou reais, que o mundo adulto comete contra os mais novos. Afinal: nossas posições demonstram que somos a fim deles ou que estamos mais para ser o fim deles?
Imagine
•abril 10, 2008 • 2 ComentáriosNão deixem de dar uma olhada neste Blog, principalmente se você gosta de scraps e quer ver algo bem diferente:
http://imaginebyfran.blogspot.com/
Maravilhoso!
Desculpa…
•abril 10, 2008 • Deixe um comentário
Meninas deletei sem querer os
comentários feitos anteriormente, peço a gentileza de se possível,
postem seus comentários novamente…
Desculpem…
Beijos
Blogueira da vez…
•abril 10, 2008 • 1 ComentárioFelicíssima em recebê-las aqui
Agradeço de coração à todas vocês
Ainda não entendo bem como funciona este Blog, mas gostei da aparência dele.
Tenho postado alguns trabalhos mas nesta semana ainda não foi possível atualizar.

Muitos bjs
Fábulas Ilustradas: A Mulher e sua Galinha
•março 21, 2008 • Deixe um comentárioFábulas Ilustradas: A Mulher e sua Galinha
A Mulher e sua Galinha
figura
Uma mulher possuía uma galinha, que todos os dias sem falta, botava um ovo.
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Ela então pensava consigo mesma, como poderia fazer para obter, ao invés de um, dois ovos por dia.
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Assim, disposta a atingir seu objetivo, decidiu alimentar a galinha com uma porção de ração em dobro.
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A partir daquele dia, a galinha tornou-se gorda e preguiçosa, e nunca mais botou nenhum ovo.
Autor: Esopo
Moral da História:
O Ganancioso, cedo ou tarde, acaba por se tornar vítima de sua própria ganância.


